Funcionário americano é condenado por espionar passaportes de personalidades

Washington, 22 set (EFE) - Um ex-funcionário do Departamento de Estado americano foi declarado hoje culpado de espionar ilegalmente 200 passaportes de artistas, políticos e vizinhos, informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

EFE |

Uma corte federal de Washington impôs a Lawrence Yontz, um antigo funcionário de 48 anos, uma pena de um ano de prisão e uma multa de US$ 100 mil por suas práticas criminosas.

Yontz admitiu que, entre fevereiro de 2005 e março de 2008, bisbilhotou os pedidos de passaporte de 200 "celebridades", entre as quais havia famosos, atletas, atores, políticos e suas famílias, músicos, membros da imprensa, diretores de grandes empresas, colegas e vizinhos, localizada em Arlington, Virgínia.

O ex-funcionário admitiu que não tinha qualquer missão oficial do Governo para ter acesso a esta informação, e que foi simplesmente a mera curiosidade o que levou-o a fazer isso, afirmaram fontes do Departamento de Justiça americano.

Por enquanto, ainda não vazou o nome de nenhuma das pessoas às quais Yontz espionou.

Entre setembro de 1987 e abril de 1996, Yontz trabalhou no serviço de exteriores do Departamento de Estado dos EUA.

Ele voltou a este departamento com um contrato temporário em janeiro de 2004 para trabalhar como analista de inteligência dentro do Escritório de Pesquisas e Inteligência.

O caso chegou ao Departamento de Justiça depois que o Escritório do Inspetor Geral do Departamento de Estado informou que alguém tinha tido acesso de forma irregular aos arquivos de três candidatos à Presidência americana, incluindo o democrata Barack Obama e o republicano John McCain. EFE elv/db

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