Funcionária franco-iraniana da embaixada francesa no Irã foi libertada

TEERÃ - A franco-iraniana Nazak Afshar, colaboradora da embaixada da França no Irã e detida depois dos protestos contra a reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad, deixou a prisão de Teerã onde se encontrava detida, anunciou nesta terça-feira a presidência francesa.

Redação com agências internacionais |

"O presidente da República se inteirou com grande alegria e alívio da saída da prisão de Nazak Afshar, colaboradora do serviço cultural da embaixada, que estava presa como ainda está Clotilde Reiss", afirmou um comunicado da presidência, referindo-se à universitária francesa que também está em poder das autoridades francesas.

O presidente francês Nicolas Sarkozy falou por telefone com Nazak Afshar assim que ela saiu da prisão.

Nazak, que concedeu uma entrevista pelo telefone ao presidente da França, Nicolas Sarkozy, é acusada de ter deixado que manifestantes se escondessem na embaixada durante os protestos contra os resultados das eleições que reelegeram Mahmoud Ahmadinejad à Presidência do Irã.

Francesa continua presa

Sarkozy, que solicitou que Clotilde Reiss seja igualmente libertada "sem demora", ressaltou "a dignidade" com a qual as duas presas enfrentaram os processos contra elas.

O Irã propôs a conceder liberdade condicional a Clotilde, detida no país desde o dia 1º de julho, por ter participado das manifestações contra a reeleição de Ahmadinejad, informou hoje o embaixador iraniano em Paris.

Para se beneficiar da medida, Clotilde, acusada de espionagem e de ter estimulado as manifestações, deverá residir na Embaixada francesa em Teerã até a conclusão do processo judicial contra ela, afirmou o diplomata.

O governo francês ainda não respondeu se admite as condições impostas por Teerã para a liberdade condicional.

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