Fumaça cobre reatores 2 e 3 de Fukushima, no Japão

Reator 3 é o mais danificado. Agência energética do Japão informou que onda do tsunami que atingiu central nuclear tinha 14 metros

AFP |

Colunas de fumaça branca subiam na manhã desta terça-feira (no horário do Japão) dos reatores 2 e 3 da central de Fukushima Daiichi, epicentro da crise nuclear provocada pelo tsunami que atingiu o nordeste do Japão há 11 dias, informou a agência de notícias Kyodo. Os trabalhos de reparo no sistema de refrigeração dos reatores foram interrompidos, do mesmo modo que a operação para esfriar o sistema com a ajuda de canhões d'água, revelou a Kyodo.

Reuters
Fumaça é vista saindo da área de um dos reatores da usina nuclear em Fukushima na segunda-feira
O reator 3 é o mais danificado, após a explosão que destruiu o teto do prédio na semana passada devido ao acúmulo de hidrogênio. É também o reator, dos seis existentes na central, que mais preocupa as autoridades, já que em seu interior há combustível MOX, uma mescla de óxidos de plutônio e urânio.

Fukushima Daiichi foi atingida por um tsunami de 14 metros que interrompeu o fornecimento de energia e provocou o colapso na refrigeração dos reatores, após a paralisação das bombas d'água. O sistema de emergência, que utiliza geradores a diesel, também caiu.

Tsunami de 14 metros

O tsunami que atingiu a central nuclear japonesa Fukushima Daiichi tinha ao menos 14 metros de altura, revelou nesta terça-feira a Tokyo Electric Power (Tepco). Até o momento, a estimativa do tamanho da onda que varreu o complexo nuclear, situado na costa japonesa (250 km a nordeste de Tóquio), era de 10 metros.

A central de Fukushima Daini, a cerca de 10 km ao sul da primeira, também foi varrida pelo tsunami, mas sofreu menos danos. Um funcionário de Fukushima Daini contou a rede de televisão NHK que no dia 11 de março foi evacuado para uma colina próxima à usina após o terremoto.

"Houve um recuo do oceano de mais de 200 metros e depois surgiu o tsunami, que inundou a central. A onda passou sobre o dique e arrastou os carros estacionados, foi impressionante".

A Tepco construiu as duas centrais nucleares para resistir a um terremoto de 8 graus de magnitude e a um tsunami de 5,7 metros de altura em Fukushima Daiichi, e de 5,2 metros em Fukushima Daini.

A crise nuclear em Fukushima Daiichi foi provocada pelo colapso na refrigeração dos reatores, após o tsunami interromper o fornecimento de energia e paralisar as bombas d'água. O sistema de emergência, que utiliza geradores a diesel, também caiu.

Alimentos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta segunda-feira que a radiação nos alimentos após o terremoto que danificou uma usina nuclear no Japão é mais "séria" do que anteriormente imaginado, deixando em segundo plano as notícias de sinais de avanço na batalha para evitar um derretimento catastrófico nos reatores.

"Está claro que a situação é séria", disse Peter Cordingley, porta-voz do escritório regional do Pacífico Oriental da OMS sediado em Manila, à Reuters em uma entrevista por telefone. "É muito mais sério do que qualquer um pensava nos primeiros dias, quando achávamos que este tipo de problema pode estar limitado a 20 ou 30 quilômetros... é seguro supor que uma parcela de produtos contaminados tenha saído da zona de contaminação." 

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