Fukuda se reunirá com Putin e Medvédev para preparar cúpula do G8

Moscou - O primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, vai se reunir hoje em Moscou com o presidente em fim de mandato da Rússia, Vladimir Putin, e seu sucessor, Dmitri Medvédev, com o objetivo de preparar cúpula do Grupo dos Oito (G8).

EFE |

Além de abordar os preparativos para o encontro do G8, que será realizado na ilha japonesa de Hokkaido, no começo de julho, o encontro servirá para abordar a disputa com a Rússia sobre as ilhas Curilas.

"O principal objetivo da visita é estabelecer contatos pessoais com os dirigentes russos. Para melhorar o diálogo para a assinatura do tratado de paz é necessário estabelecer relações de confiança", assinalaram fontes oficiais japonesas à agência russa "Interfax".

Neste primeiro encontro desde que chegou ao poder, em setembro do ano passado, Fukuda deseja estabelecer relações com Medvédev, que assumirá a presidência em 7 de maio, e com Putin, que no dia seguinte passará a liderar o Governo russo.

O premiê japonês também pretende obter o apoio da Rússia na cúpula do G8 para sua proposta de dividir por setores a planificada redução das emissões de gases estufa.

Embora não seja uma das prioridades, o primeiro-ministro do Japão abordará com os dirigentes russos o assunto das disputadas ilhas Curilas.

"Esperamos alcançar um acordo para continuar o diálogo neste terreno, com o objetivo de encontrar uma solução mutuamente aceitável", assinalou a fonte.

Durante a visita à Rússia do ministro de Exteriores japonês, Masahiko Komura, há duas semanas, Tóquio voltou a reivindicar a soberania sobre as quatro ilhas Curilas do Sul, em poder de Moscou desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

O Japão deseja a devolução das quatro ilhas, em poder russo desde 2 de fevereiro de 1946, disputa que impediu a normalização das relações durante a segunda metade do século XX e a primeira década do XXI.

Um representante do Kremlin declarou hoje que a Rússia está "disposta a continuar com as negociações com paciência e tranqüilidade, partindo do entendimento de que os acordos sobre o problema territorial devem ser aceitáveis para as duas partes".

Putin qualificou de "inquestionável" a soberania russa sobre essas ilhas, mas também se mostrou "disposto" a alcançar "uma solução negociada que satisfaça os povos e Governos dos dois países".

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