O primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, expressou nesta sexta-feira seu remorso pelos sofrimentos provocados por seu país aos vizinhos durante a Segunda Guerra Mundial, coincidindo com o aniversário da rendição japonesa.

Fukuda, conhecido por suas posições moderadas no plano diplomático, participou de uma cerimônia para lembrar a capitulação japonesa em 1945, ao lado do imperador Akihito.

"A Nação infligiu danos importantes e sofrimento a numerosos países, em particular aos povos dos países asiáticos", declarou Fukuda.

"Expresso aqui, em nome da Nação, o profundo remorso e minhas sinceras condolências a todas as vítimas".

Fukuda não visitou nesta sexta-feira o polêmico santuário de Yasukuni, ao contrário de seus dois predecessores, Junichiro Koizumi e Shinzo Abe.

Quando foi primeiro-ministro (2001-2006), Koizumi irritava os vizinhos do Japão, principalmente chineses e coreanos, com suas visitas ao santuário, venerado por nacionalistas.

O santuário xintoísta de Yasukuni homenageia os 2,5 milhões de japoneses que morreram lutando na Segunda Guerra, entre eles 14 criminosos de guerra condenados à morte pelos aliados depois de 1945.

Em 2006, 61º aniversário da capitulação de 1945, Koizumi tornou-se o primeiro chefe de Governo em exercício em 21 anos a visitar Yasukuni no dia 15 de agosto.

O sucessor de Koizumi, Shinzo Abe, não visitou o santuário durante seu curto mandato (2006-2007), apesar de suas convicções nacionalistas, com o objetivo de melhorar as relações do país com China e Coréia do Sul.

As tensões geradas pela colonização da Coréia pelo Japão durante a primeira metade do século XX e pela invasão de parte da China pelos japoneses nos anos 30 e 40 são ainda uma sombra sobre as relações diplomáticas na região.

oh/ap/LR

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