Fujimori tentou encobrir autores de massacres, assegura ex-general

Lima, 9 mai (EFE).- O ex-presidente peruano Alberto Fujimori fez todo o possível para encobrir os autores intelectuais dos massacres de Barrios Altos (1991) e La Cantuta (1992), afirmou nesta sexta-feira o ex-general Rodolfo Robles.

EFE |

O militar aposentado disse, durante uma das audiências do processo contra Fujimori (1990-2000) por violações aos direitos humanos, que esses crimes foram parte de um "projeto político" que procurou manter o poder durante 20 anos.

"(Fujimori) fez todo o possível para encobrir os criminosos, para obstaculizar os vínculos entre os autores intelectuais Vladimiro Montesinos e Nicolás Hermoza Ríos, incluindo o assessor direto deste (Juan) Rivero Lazo", declarou.

O ex-general, que foi o primeiro a denunciar a existência do grupo militar secreto chamado de Colina, em 1993, afirmando que descobriu que Fujimori fazia parte da cúpula militar que tinha cometido os crimes e que liderava esta organização delitiva do poder.

"Havia gente que ordenava, que dava as missões, gente que executava e havia procedimentos estabelecidos para dar as ordens de morte", explicou.

Robles lembrou que sua denúncia nunca foi investigada e, pelo contrário, foi vítima que uma campanha hostil, com ameaças, perseguição, assédio, difamação e tentativa de assassinato, responsabilizando Hermoza Ríos por isto.

Robles ocupava em 1993 o cargo de chefe do Comando de Instrução e Doutrina do Exército quando denunciou os crimes do Colina, responsabilizando-o pelo massacre de um professor e nove estudantes da Universidade Nacional de Educação Enrique Guzmán y Valle, conhecida como La Cantuta, em 18 de julho de 1992. EFE dub/ma

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