Fujimori tem acusações ratificadas; sentença está próxima

LIMA (Reuters) - Os promotores que processam o ex-presidente peruano Alberto Fujimori de violações aos direitos humanos ratificaram as acusações na segunda-feira, na etapa final das acusações, que pode levar a uma sentença em fevereiro ou no começo de março. O promotor José Peláez reiterou o pedido de 30 anos de prisão para o réu, apontado como mandante da morte de 25 pessoas, inclusive uma criança, em uma chacina realizada por esquadrões paramilitares.

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"Pela extrema gravidade dos fatos (...), pelo número de vítimas (nos massacres das localidades) de Barrios Altos e La Cantuta, pela forma e circunstâncias em que foram cruelmente executadas, constitui sem dúvidas um dos mais importantes casos na nossa história judicial", disse Peláez.

Durante seu governo (1990-2000), Fujimori, hoje com 70 anos, promoveu uma violenta repressão à guerrilha Sendero Luminoso. Ele está sendo julgado desde que foi extraditado do Chile, em setembro de 2007.

Os promotores repassarão as acusações em quatro audiências até 21 de janeiro. Eles afirmam que Fujimori liderava uma "organização criminal" para perseguir e matar adversários do governo, segundo Peláez.

Após as alegações finais da acusação, será a vez das intervenções de vítimas de violações dos direitos humanos e do advogado de Fujimori, César Nakazaki.

Desde a abertura do processo, em 10 de dezembro de 2007, dezenas de testemunhas militares e civis já depuseram, inclusive o ex-chefe de inteligência e ex-braço-direito de Fujimori, Vladimiro Montesinos, detido numa base naval por acusações de corrupção e tráfico de armas, entre outras.

(Reportagem de Marco Aquino)

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