Fujimori será operado para retirada de granulomas na língua

Lima, 9 jul (EFE).- O ex-presidente peruano Alberto Fujimori (1990-2000) será operado novamente amanhã para a retirada de dois granulomas na língua causados por uma bactéria.

EFE |

O presidente da Sala Penal Especial da Corte Suprema peruana, César San Martín, que o julga por violações aos direitos humanos, informou hoje que o quadro "não é grave, mas necessita de tratamento imediato".

Fujimori foi operado com sucesso, há pouco mais de um mês, de uma lesão cancerígena na língua, o que forçou a suspensão por uma semana de seu julgamento e a realização de audiências de meia jornada nos dias posteriores.

No julgamento, o ex-general Nicolás Hermoza Ríos, ex-chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas do Peru, reconheceu hoje que ocultou informações sobre um massacre cometido pelo grupo militar encoberto Colina.

Hermoza assinalou que tomou essa atitude "para assegurar a pacificação do país", já que nesse momento os militares enfrentavam o grupo armado Sendero Luminoso.

"Reconheço que ocultei essas informações ao Congresso Constituinte Democrático e ao órgão jurisdicional correspondente, e assumo minha responsabilidade", afirmou.

O ex-chefe militar disse que recebeu as informações sobre o massacre da universidade La Cantuta, onde foram assassinados nove estudantes e um professor, no dia seguinte ao crime, pelo ex-assessor presidencial Vladimiro Montesinos.

Acrescentou que o tema estava recebendo um tratamento midiático "terrível" e que ao ocultar a informação estava cumprindo "o objetivo e a missão do Comando Conjunto (das Forças Armadas) e do presidente do Comando Conjunto de pacificar o país".

Durante a audiência, Hermoza Ríos também retificou suas declarações de 2003 nas quais afirmou que o Serviço de Inteligência Nacional (SIN) supervisionava as ações do grupo Colina.

Considerado o terceiro homem forte do regime fujimorista, Hermoza Ríos afirmou que foram equivocadas as declarações que deu ao jornalista Gustavo Gorriti, nas quais disse que desde 1992 o SIN emitia ordens diretas ao grupo encarregado da luta clandestina contra o terrorismo.

Fujimori é julgado por violações aos direitos humanos pela morte de 25 pessoas nos massacres de Barrios Altos e La Cantuta, e pode ser condenado a 30 anos de prisão. EFE dub/mh

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG