Fujimori se declara culpado em julgamento por corrupção no Peru

Por Marco Aquino LIMA (Reuters) - O ex-presidente peruano Alberto Fujimori aceitou nesta segunda-feira as acusações do promotor no início de um processo por suborno, espionagem telefônica e a compra irregular de um meio de comunicação, depois do que o juiz declarou como a conclusão antecipada do processo.

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O juiz disse que emitirá a sentença na quarta-feira.

Com a conclusão antecipada, Fujimori, 71, evitou a apresentação e a confrontação com dezenas de testemunhas como militares aposentados, políticos, ex-funcionários, jornalistas e empresários, entre outros.

No último processo pelo qual foi extraditado do Chile em 2007, Fujimori escutou a acusação para a qual foi pedida uma pena de oito anos de prisão pelas infrações cometidas durante seu governo, entre 1990 e 2000.

"Senhor, estou de acordo", disse concisamente Fujimori, depois de ser indagado pelo juiz se aceitava as acusações e consultar seu advogado, César Nakazaki.

Fujimori, que está preso há quase dois anos em uma base da polícia, se mostrou cansado e em alguns momentos dormiu, segundo imagens exibidas pela televisão local.

O ex-mandatário foi condenado no início de abril a 25 anos de prisão, acusado pela morte de 25 pessoas em uma guerra suja contra guerrilheiros esquerdistas no começo de seu governo na década de 1990.

Neste último processo, o promotor José Peláez solicitou mais de 60 testemunhas, entre elas o ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Javier Pérez de Cuellar, vítima de espionagem telefônica quando foi candidato presidencial na eleição de 1995, vencida por Fujimori.

A Justiça ainda acusa Fujimori de subornar vários legisladores de oposição para garantir uma maioria no Congresso e de comprar com dinheiro do Estado um canal de televisão e a linha editorial de um jornal local.

Fujimori afirma que seus opositores usam as acusações para aniquilar o projeto de seu partido político às vésperas das eleições presidenciais de 2011.

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