Lima, 19 dez (EFE) - O ex-presidente peruano Alberto Fujimori negou hoje que, durante seu Governo (1990-2000), tenha havido uma política clandestina de combate ao terrorismo, ao rejeitar um dos argumentos da Promotoria em seu julgamento por suposta violação aos direitos humanos.

No final da audiência, Fujimori pediu para falar e declarar que "não houve política clandestina" em seu Governo, mas uma "política limpa, efetiva para deixar livre o país do terrorismo".

Fujimori negou também que a lei de anistia emitida em 1995 para os militares e policiais processados por abusos no combate ao terrorismo tenha beneficiado o grupo paramilitar Colina.

Os massacres de Barrios Altos e La Cantuta pelas quais Fujimori está sendo processado foram cometidos por esse grupo em 1991 e 1992, respectivamente.

"As leis de arrependimento e de anistia foram passos chave para carimbar o grave problema do terrorismo", afirmou o ex-líder à sala que o processa pela suposta "autoria imediata" na morte de 25 pessoas em Lima.

O ex-líder insistiu em que, como presidente da república, teve que tomar "decisões políticas, como resolver a hiperinflação, resolver o terrorismo e resolver também o problema de política externa", após assumir o Executivo depois do primeiro Governo de Alan García (1985-1990). EFE mmr/db

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