Fujimori nega que haja provas contra si e diz que a acusação o odeia

Lima, 3 abr (EFE).- O ex-presidente peruano Alberto Fujimori, julgado por violações dos direitos humanos, negou nesta sexta-feira na parte final de sua autodefesa que existam provas que possam lhe incriminar, e considerou que a Promotoria e a parte civil atuam movidas pelo ódio.

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Se na sessão da quarta-feira o ex-presidente se dedicou a fazer um discurso político para defender sua gestão (1990-2000), particularmente seu manejo da política antiterrorista, hoje se centrou em tentar desbaratar as acusações contra si.

A promotoria pede 30 anos de prisão por sua suposta implicação nos massacres de Barrios Altos (1991) e La Cantuta (1992), mais os sequestros de um jornalista e um empresário em 1992, delitos cometidos todos eles pelo paramilitar Grupo Colina, supostamente criado pelos aparatos do Estado.

"Ninguém pôde provar que tenha ordenado ou participado de massacres", disse com um tom enérgico e desafiante durante a primeira parte de seu último discurso.

Para Fujimori, o promotor não pôde provar nenhum nexo seu com o Grupo Colina nem que existissem ordens dadas por ele para executar os massacres de Barrios Altos e La Cantuta. EFE wat/ma

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