Fujimori mandou fuzilar líderes do Sendero Luminoso, diz testemunha

Lima, 13 ago (EFE).- O ex-presidente do Peru Alberto Fujimori corrigiu à mão a resolução que autorizava o fuzilamento dos líderes do Sendero Luminoso, afirmou hoje Rafael Merino Bartet, ex-assessor do Serviço de Inteligência Nacional (SIN).

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Merino Bartet, a última das 82 testemunhas convocadas no julgamento de Fujimori por violações dos direitos humanos, mostrou a minuta de um decreto-lei, um memorando e um comunicado que redigiu, com data 14 de outubro de 1992, com os "detalhes" da execução.

O fuzilamento teria como alvos o fundador do Sendero Luminoso, Abimael Guzmán, sua mulher e principal braço direito, Elena Iparraguirre, e o líder Zenón Vargas, disse a testemunha.

O ex-funcionário do SIN frisou que os documentos foram corrigidos "à mão" por Fujimori, que deu a ordem para os fuzilamentos: primeiro a Vargas; depois, a Iparraguirre; e, por fim, a Guzmán.

"Se os vocês quiserem, podem fazer uma perícia grafotécnica, mas eu conhecia a letra de Fujimori, porque também tive à mão um texto que ele modificou em sua apresentação na TV em 5 de abril", afirmou Merino Bartet aos juízes.

No entanto, a testemunha não soube dizer porque as execuções nunca se concretizaram. EFE dub/sc

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