Fujimori diz que extermínio de grupos subversivos era só no sentido político

Lima, 29 dez (EFE).- O ex-presidente peruano Alberto Fujimori disse hoje que, ao anunciar o aniquilamento dos grupos subversivos durante seu Governo (1990-2000), o fez no sentido político da palavra e para conseguir o apoio da população.

EFE |

Fujimori voltou a se apresentar à Justiça peruana, que o processa por violações dos direitos humanos, para comentar um vídeo no qual fala em aniquilar o Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA).

"Dizer que o MRTA seria aniquilado no ano de 1993, não apenas no sentido de matar, mas em linguagem política, certamente iria gerar confiança" e fazer "a população seguir o Governo", afirmou o ex-presidente.

"Acho que cumpri 100% dessa tarefa", acrescentou Fujimori.

Na opinião do ex-chefe de Estado, quando ele assumiu a Presidência da República em 1990, havia uma ausência de liderança política, e, para combater os grupos subversivos, teve que fazer "uso de uma linguagem política adequada, que transmitisse convicção e confiança".

"Por isso minhas palavras têm esse tom, um sentido político, que indicava metas", declarou Fujimori nesta segunda-feira.

Nesse sentido, Fujimori negou as acusações da Promotoria de que suas palavras anunciavam sua política antiterrorista, que supostamente permitia execuções extrajudiciais e desaparecimentos forçados.

"Reconheço (as palavras) ditas por mim, mas o sentido do termo 'aniquilar' não deveria ser mal interpretado, como ouvi nesta sala", disse.

A Justiça peruana processa Fujimori por seu envolvimento na morte de 15 pessoas na região de Barrios Altos em 1991 e de nove estudantes e um professor universitário em 1992, ambos os crimes cometidos pelo grupo paramilitar Colina. EFE mmr/sc

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