Fuga de prisão termina com 13 mortos e assassino livre no Iraque

Seis policiais iraquianos e sete membros da rede terrorista Al-Qaeda morreram nesta sexta-feira durante uma tentativa de fuga de uma delegacia no centro de Ramadi, 100 quilômetros ao oeste de Bagdá, de onde conseguiram escapar três chefes locais do da rede, incluindo um reconhecido como o culpado por pelo menos 100 mortes.

AFP |

"Em um tiroteio durante uma tentativa de fuga nesta sexta-feira, seis policiais morreram e quatro ficaram feridos. Além disso, sete prisioneiros da Al-Qaeda faleceram, três conseguiram escapar e outro foi capturado novamente", afirmou o general Tarek al-Dulaimi, chefe de polícia da província de Al-Anbar.

Os três membros da Al-Qaeda que fugiram são "emires", chefes locais, do braço iraquiano da rede, incluindo Imad Ahmad Farhan, conhecido como "Imad o assassino" e que é considerado culpado de pelo menos 100 mortes.

Os três são naturais da cidade de Ramadi, reduto da Al-Qaeda até 2007, quando ex-rebeldes sunitas financiados pelas tropas americanas expulsaram os integrantes da rede jihadista.

De acordo com o ministério do Interior, a tentativa de fuga aconteceu durante a madrugada, quando um policial tirou da cela um detento que pediu para usar o banheiro.

"O preso conseguiu tirar a arma do agente e o matou. Abriu as celas dos companheiros, que pegaram as armas no arsenal e abriram fogo contra os policiais, que responderam. Três prisioneiros conseguiram fugir e um quarto foi capturado ferido", disse uma fonte do ministério.

A polícia não divulgou quando os integrantes da Al-Qaeda haviam sido presos, nem as acusações feitas contra os mesmos.

As autoridades decretaram toque de recolher em Ramadi, que fica a 100 km de Bagdá.

Al-Anbar é um antigo reduto dos rebeldes sunitas que, diante dos muitos atentados executados pela Al-Qaeda na região, decidiram combater os terroristas a partir de setembro de 2006.

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