Fronteira mexicana preocupa muito, diz chefe das Forças Armadas americanas

Bogotá, 5 mar (EFE).- Os desafios que existem na luta contra o crime organizado na fronteira com o México preocupam muito os Estados Unidos, afirmou hoje o chefe das Forças Armadas americanas, almirante Michael Mullen, que não quis comentar uma recente declaração do presidente mexicano, Felipe Calderón.

EFE |

Em entrevista publicada nesta quinta-feira pelo jornal francês "Le Monde", o chefe de Estado do México disse que, se os EUA não fossem o maior mercado de drogas do mundo, seu país não teria vários dos problemas que enfrenta atualmente, como o comércio ilegal de armas.

Calderón disse ainda que a maioria das armas que circulam de maneira ilegal no México são compradas nos EUA, algumas das quais são de "propriedade exclusiva do Exército americano".

"Não tenho nenhum comentário sobre o que disse o presidente Calderón. Certamente, preocupa-nos muito todos os desafios que há, como os sequestros, as drogas, as armas e todo o assunto", disse o oficial americano.

Em entrevista coletiva na capital colombiana depois de uma reunião com o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, e o comandante do Exército deste país, general Freddy Padilla, Mullen assegurou que a luta contra o crime organizado "é algo extremamente sério".

"É algo que nossos dois Governos (EUA e México), nossos dois Exércitos e nossas forças militares precisam atacar juntos", acrescentou o chefe das Forças Armadas americanas.

Mullen confirmou que, após visitar a Colômbia e outros países latino-americanos, viajará amanhã ao México para falar com seus colegas e avaliar os desafios que existem na fronteira.

"Fazer essa visita vai me permitir entender muito mais os desafios. Os EUA, no aspecto militar, estão muito comprometidos com a assistência" ao México, afirmou.

Além disso, declarou que o envio de mais tropas ou o aumento do orçamento para combater o crime organizado na fronteira comum cabem ao presidente Barack Obama. EFE fer/sc

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