Fronteira com o Brasil vira epicentro da violência política na Bolívia

O epicentro da violência política na Bolívia se transferiu neste sábado para a cidade de Cobija, na selva do norte da Bolívia, fronteira com o Brasil, onde as tropas do Exército tentam, em vão até o momento, tomar o controle e impor a ordem, destaca a imprensa local.

AFP |

"Os tiros de metralhadora ainda são ouvidos", informou a rádio católica Erbol, apesar do estado de sítio em vigor na região do departamento de Pando para impedir a violência, que já deixou nove mortos, segundo dados oficiais, e mais de 15, de acordo com os meios de comunicação.

Grupos ligados às organizações civis de direita "protegem armados" alguns prédios públicos, como as secretarias da Receita e de Impostos, além da empresa de telecomunicações, informa a rádio estatal Pátria Nova.

Os militares assumiram o controle do aeroporto de Cobija, mas os disparos continuam e civis armados são vistos nas ruas, segundo a Erbol.

Algumas versões dizem que o prefeito Leopoldo Fernández, a quem o governo de La Paz responsabiliza pela morte a tiros de oito trabalhadores rurais ligados ao presidente Evo Morales, deixou Cobija para passar a noite do outro lado da fronteira, na cidade brasileira de Brasiléia (Acre), ao lado da dirigente civil Ana Melena.

Um congressista da oposição, José Villavicencio, ex-presidente do Senado, "caminha ao lado de pessoas armadas" pela cidade, atemorizando a população, segundo a imprensa.

O governo boliviano determinou estado de sítio em Pando por causa do clima de crescente violência política no local.

rb/fp

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