Fritzl diz que levou as crianças que choravam mais para viver com ele

Amstetten (Áustria), 29 abr (EFE).- O estado de saúde e a tendência de chorar mais foram os critérios adotados pelo austríaco Josef Fritzl para escolher os três dos sete filhos que teve com sua própria filha Elizabeth que levaria para viver com sua esposa Rosmarie.

EFE |

A informação foi divulgada por Leopold Etz, inspetor chefe do Escritório regional contra o crime da Baixa Áustria, com base nos primeiros interrogatórios de Fritzl, que durante 24 anos manteve sua filha fechada em um porão.

Segundo Etz, o destino das três crianças mais calmas foi permanecer com sua mãe no porão, sem ver a luz natural até serem libertadas no último sábado.

Fritzl tirou do porão três bebês de poucos meses de idade em 1993, 1994 e 1997, com a justificativa de que Elizabeth havia fugido com uma seita religiosa e os tinha abandonado na porta de casa.

As crianças cresceram na casa da família como se fossem netos e depois foram adotados por Josef Fritzl e Rosemarie, que afirma que não sabia dos crimes cometidos por seu marido.

Enquanto três das crianças desfrutaram de uma educação exemplar, incluindo aulas de música e prática de esportes, os outros três irmãos viveram no porão. Já o sétimo filho de Elizabeth morreu pouco depois de nascer em 1997 e foi incinerado pelo próprio Josef Fritzl.

Uma das crianças, a menina Kerstin, que hoje tem 19 anos, teve que ser hospitalizada com urgência em 19 de abril vítima de uma grave doença, que pode ter sido causada por uma má formação genética proveniente do incesto.

A doença de Kerstin foi o que desencadeou a descoberta da Polícia. EFE jk/rr/fal

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