Fritzl assume ter trancado filha no porão e nega ser assassino

Viena, 19 nov (EFE).- O austríaco Josef Fritzl, acusado de trancar no porão e estuprar sua filha durante 24 anos, reconheceu ser culpado, embora rejeite as acusações de escravidão e assassinato.

EFE |

"Reconheço ser culpado, mas não de escravidão nem de assassinato", assegurou Fritzl, de 73 anos, segundo pública a revista austríaca "News".

"A verdade é: não causei a morte de ninguém de forma premeditada", se defendeu o aposentado perante a acusação de assassinato por ter deixado uma das sete crianças que teve com sua própria filha morrer.

A acusação de assassinato, incluída pela Promotoria na folha de acusações, que também contém violação e incesto, se refere à morte de um dos bebês que Elisabeth teve em 1996 e que nasceu com problemas respiratórios.

Por isso, a Promotoria argumentou que "apesar ter conhecimento da situação de perigo para a vida do bebê, omitiu de forma premeditada dispor da necessária ajuda de terceiros".

Segundo a informação da "News", Fritzl assegurou que "a criança já estava morta quando ele a viu pela primeira vez".

Procurado pela Agência Efe, o advogado do acusado, Rudolf Mayer, não quis confirmar a autenticidade das declarações publicadas pela "News".

A acusação de assassinato, que pode gerar uma condenação de prisão perpétua, é a mais grave das apresentadas contra Fritzl. EFE As/rr

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