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Frente Polisário qualifica de inadequado mediador da ONU

Nações Unidas, 11 jun (EFE) - A Frente Polisário assegurou hoje perante o Comitê de Descolonização da ONU que o enviado especial das Nações Unidas para o Saara Ocidental, Peter van Walsum, ficou inabilitado como mediador no conflito pela soberania da ex-colônia espanhola. O representante da Frente Polisário perante a ONU, Ahmed Bujari, disse em discurso perante o comitê que o diplomata holandês descumpriu seu mandato quando, em abril, expressou ao Conselho de Segurança das Nações Unidas a opinião de que a independência não é uma opção realista. Tais idéias de ordem pessoal que apregoam o realismo político em detrimento da legalidade internacional supõem com toda evidência uma ruptura com os termos do mandato conferido ao facilitador pela resolução 1.754, afirmou Bujari.

EFE |

Ele afirmou que a reiteração dessas idéias publicamente "colocam seu autor em uma posição que o desabilita em grau absoluto para continuar exercendo a tarefa de facilitador do processo de negociação".

"Supõem também uma ruptura com a base jurídica e política elaborada pela ONU para um problema de descolonização, e na tentativa constituíram o abandono do princípio de imparcialidade e neutralidade que deve guiar o trabalho de todo facilitador", avaliou.

Van Walsum fez as declarações que causaram a indignação do independentismo saaráui na última reunião do Conselho de Segurança sobre o Saara.

O mediador disse que a independência do Saara não é uma "meta alcançável" e que tem que partir da realidade que a comunidade internacional não está suficientemente interessada em pressionar o Marrocos para que abandone o território que ocupa desde 1975.

Ele apostou em centrar o estagnado processo de negociação auspiciado pela ONU no debate da proposta de Rabat de conceder a autonomia ao território.

Bujari disse que essa expressão de "realismo frio" se contradiz com a vontade expressada pelo Conselho de Segurança de que as atuais negociações sobre o Saara devem incluir as propostas das duas partes.

O representante da Frente Polisário culpou pelo ponto morto das conversas a recusa marroquina em discutir a proposta do Polisário de realizar um plebiscito no qual a independência seja uma das opções.

Bujari advertiu de que a opinião de Van Walsum significa substituir a legalidade internacional por "uma resignação ao fato consumado da ocupação de nosso país por uma força estrangeira".

Marrocos e Frente Polisário protagonizaram quatro reuniões desde junho de 2007 sob a mediação da ONU nas quais não conseguiram aproximar posições.

As duas partes concluíram em março passado a quarta rodada de contatos com o único acordo de continuar dialogando, mas desde então não entraram de acordo sobre a data. EFE jju/db

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