Frente Polisário e Marrocos voltam a conversar sobre Saara Ocidental

Argel, 3 ago (EFE).- A primeira rodada de contatos informais mediados pela ONU entre a Frente Polisário e o Marrocos sobre o Saara Ocidental começará na próxima segunda-feira em Viena, informaram hoje fontes oficiais saaráuis.

EFE |

Além de representantes marroquinos e da Frente Polisário, participarão do encontro enviados de Argélia e Mauritânia, países que têm o status de observadores no processo, relataram as mesmas fontes.

As conversas serão conduzidas a portas fechadas e se estenderão por dois dias, de acordo com o combinado pelas duas delegações com o enviado especial da ONU para o Saara Ocidental, Christopher Ross.

Desde 2007, o Marrocos e a Frente Polisário se reuniram por quatro vezes sob o incentivo da ONU, sempre na cidade americana de Manhasset, perto de Nova York, sem obter avanços. O último contato foi em março de 2008.

Em seu último relatório sobre o Saara Ocidental, datado de abril deste ano, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu para que as partes retomem as negociações e propôs a realização de contatos informais prévios para evitar o fracasso da quinta rodada de negociações, em posição apoiada pelo Conselho de Segurança.

Desde sua nomeação, em janeiro deste ano, Ross visitou a região duas vezes. Em sua primeira viagem, em fevereiro, declarou que seu objetivo era buscar uma solução que "levasse em conta o direito de autodeterminação" dos saaráuis.

Em sua segunda visita, já em junho, o enviado se mostrou "otimista" sobre o reatamento das negociações e disse que a busca de uma solução ao conflito "segue um bom caminho, rumo a uma próxima etapa".

O Marrocos apresenta sua iniciativa de autonomia para o Saara Ocidental como a única solução viável para o conflito, enquanto a Frente Polisário defende a convocação de um plebiscito de autodeterminação no qual os saaráuis possam optar pela integração, pela autonomia ou pela independência.

O último congresso da Frente Polisário, em dezembro de 2007, deu um prazo máximo de três anos à atual direção para avaliar os resultados das conversas e tomar as medidas necessárias.

Nos últimos meses, diversos dirigentes saaráuis consideraram a quinta rodada de negociações como "decisiva" e alertaram que, caso esta fracasse, não restará outra opção a não ser voltar às armas.

EFE jg/bba

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