Frente de Ação Islâmica acusa Israel de optar pelo terrorismo

Amã, 11 fev (EFE).- O auge da direita nas eleições israelenses de ontem indica um giro do país rumo ao extremismo e ao terrorismo, afirmou hoje a Frente de Ação Islâmica (FAI), principal partido da oposição na Jordânia e braço político da Irmandade Muçulmana.

EFE |

O secretário-geral da FAI, Zaki Bani Ershaid, disse à Agência Efe que o resultado das eleições não deixa aberto nenhum "horizonte" para o processo de paz, nem "esperança" para a coexistência pacífica entre o Estado de Israel e seus vizinhos árabes.

Ershaid pediu ainda à comunidade internacional e ao Quarteto para o Oriente Médio (EUA, Rússia, UE e ONU) que cuide deste "perigoso" fenômeno, em referência à ascensão da direita e, especialmente , do partido ultranacionalista Yisrael Beiteinu, de Avigdor Lieberman.

"Queremos saber se (a comunidade internacional) vai continuar com seu jogo de hipocrisia e de dois pesos e duas medidas, como fizeram quando o grupo Hamas ganhou as eleições nos territórios palestinos em 2006", acrescentou Ershaid.

Para ele, "os chamados países árabes moderados devem agora traçar novas propostas depois da retirada da iniciativa árabe de paz, ignorada por todos os dirigentes israelenses", em referência ao plano lançado em 2006 em Beirute pela Arábia Saudita, propondo a paz em troca de territórios com Israel.

Uma proposta semelhante, porém, já havia sido oferecida por Israel em 2000, quando o atual ministro da Defesa, Ehud Barak, era o primeiro-ministro, e ofereceu mais de 92% desses territórios, o que foi recusado pelo então presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat.

Na opinião de Ershaid, o remédio para esta situação é a instauração, em todos os países árabes, de "Governos democráticos" nos quais a população possa optar pela "resistência contra esta 'entidade terrorista'", como se referiu a Israel.

A Irmandade Muçulmana, da qual a FAI é o braço político na Jordânia é também o berço da rede terrorista Al Qaeda e do grupo Hamas, que tomou pelas armas o controle da Faixa de Gaza, em junho de 2007, e iniciou ataques com foguetes, em dezembro, ao que Israel retaliou com a ofensiva militar. EFE ajm/jp

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