Freiras afirmam que foram bem tratadas por sequestradores na Somália

Nairóbi, 26 fev (EFE).- As duas freiras italianas que foram libertadas em 19 de fevereiro, após serem sequestradas em 10 de novembro perto da fronteira do Quênia com a Somália, afirmaram hoje em Nairóbi terem sido bem tratadas pelos sequestradores.

EFE |

"Não foram violentos, foram muito respeitosos. Um dia, nos deram uma Bíblia que disseram ter obtido da bolsa de um soldado etíope morto".

As religiosas, Caterina Giraudo, de 67 anos, e María Teresa Olivero, de 60, explicaram que os sequestradores "disseram que eram do Shabab, e nos mostraram uma foto de Osama bin Laden em um celular para nos assustar".

O Shabab é a ala militar da antiga União das Cortes Islâmicas (UCI), que governou Mogadíscio, a capital da Somália, e o sul do país entre junho e dezembro de 2006, quando foi expulsa por tropas somalis apoiadas pelo Exército etíope.

As religiosas apareceram de surpresa em entrevista coletiva do ministro de Assuntos Exteriores queniano, Moses Wetangula.

Na ocasião, estava previsto que o chanceler falasse sobre as declarações que o especialista da ONU sobre investigações de execuções extrajudiciais, Philip Alston, fez na quarta-feira em Nairóbi sobre os crimes cometidos pela Polícia do Quênia.

Esta foi a primeira aparição à imprensa das freiras após serem libertadas.

"Os sequestradores nos levaram, em uma viagem que durou cinco dias, a Mogadíscio, onde permanecemos até meados de fevereiro", contaram. EFE.

pa/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG