Freira violentada por radicais hindus acusa Polícia de não impedir ataque

Nova Délhi, 24 out (EFE) - Uma freira católica compareceu hoje diante das câmeras de televisão para denunciar que a Polícia indiana não fez nada para impedir que um grupo de homens a violentasse durante os distúrbios entre radicais hindus e católicos que ocorreram em Orissa, no leste do país. A Polícia não conseguiu interromper o crime nem me proteger dos agressores. Foram amigáveis com eles e fizeram o possível para que não apresentasse uma denúncia nem me queixasse à Polícia por não anotar meu depoimento como contei em detalhes, disse a irmã Mina em entrevista coletiva em Nova Délhi, segundo a agência PTI.

EFE |

"Arrancaram meu sari, um deles pisou em minha mão direita e outro na minha mão esquerda e um terceiro me violentou", contou a freira, que leu um comunicado e não aceitou perguntas dos jornalistas.

A irmã explicou que foi atacada por um grupo de entre 40 e 50 pessoas diante do olhar dos agentes.

Envolvida em um lenço escuro que mal deixava aparecer seu rosto, a religiosa, de 29 anos, pediu uma investigação sobre os fatos feita pelos serviços de inteligência indianos (CBI), o que foi negado pela Corte Suprema em 25 de agosto. O Tribunal pediu ainda que Mina colaborasse com a Polícia.

O suposto estupro ocorreu há dois meses, dentro dos distúrbios entre fundamentalistas hindus e a comunidade católica de Orissa, por causa da morte do líder hinduísta Laxmanananda Saraswati, a qual os radicais atribuíram às minorias cristãs da região, o que estas negaram.

Desde então, a violência em vários pontos de Orissa deixou 36 mortos e pelo menos 2.400 casas e 120 centros religiosos total ou parcialmente destruídos. EFE amp/db

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