Roma, 11 abr (EFE).- Uma freira de um convento de Roma denunciou a madre superiora por maus tratos, por supostamente submetê-la a constantes agressões e humilhações, informa hoje a imprensa local.

A denunciante, de 48 anos, que origem filipina e é conhecida no convento como soror Maria, se encontra atualmente em um centro de amparo contra mulheres maltratadas, informou o diário "La Repubblica".

Entre as diversas humilhações sofridas, a freira disse que teve de se submeter a um teste para comprovar sua virgindade, porque a madre superiora a acusava de manter relações sexuais com homens após começar a sofrer hemorragias e febre alta.

A religiosa assegurou que desde 1997, quando chegou ao convento, teve de se ocupar sozinha da cozinha para os mais de 50 quartos de hóspedes do centro, onde trabalhava por mais de 12 horas por dia.

Além disso, assinalou que quando foi diagnosticada com uma dermatite grave e o médico lhe aconselhou a desempenhar outras tarefas, a superiora a obrigou a continuar cozinhando até que outros especialistas assinalassem que ela corria o risco de perder os dedos.

A vítima conta com o testemunho de outras duas freiras do convento, enquanto a madre superiora negou as acusações ao ser interrogada, e afirmou que se trata de uma vingança das três religiosas. EFE ebp/mh

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