Freedom House denuncia retrocesso da liberdade no mundo

Taipé, 13 jan (EFE).- A liberdade no mundo retrocedeu pelo terceiro ano consecutivo em 2008, com declínio em 34 países e avanços em outros 14, afirmou hoje a ONG Freedom House na apresentação de seu relatório Liberdade no Mundo em Taiwan.

EFE |

Entre as regiões mais negativas para a liberdade estão a África Subsaariana e a ex-repúblicas soviéticas Rússia, Geórgia, Armênia, Azerbaijão, Quirguistão e Moldávia, acrescentou o relatório divulgado no Grand Hotel da capital da ilha, Taipé.

Na Ásia, houve avanços em direitos políticos, mas países como China seguem entre os últimos a liberdades do mundo, junto com Mianmar, Coréia do Norte e Laos, assinalou a professora Bridget Welsh, da Universidade Johns Hopkins, durante a apresentação.

Paquistão, Maldivas e Butão tiveram avanços e subiram de "não-livres" a "parcialmente livres", enquanto Bangladesh e Nepal também melhoraram.

Taiwan foi classificada como "livre" com os mesmos pontos que o Japão, Coréia do Sul, e na frente de Índia e Indonésia, que, ainda assim, também conseguiram esta classificação, assim como o Brasil.

Sobre os Estados Unidos, Freedom House considera que se produziram avanços de 2000 a 2005, mas que desde 2006 as liberdades estão retrocedendo.

"Embora o fomento da democracia seja bom, não justifica os erros nos enfoques do Governo de (George W.) Bush", assinalou Welsh, que acrescentou que "as violações de direitos humanos nos Estados Unidos prejudicam a causa mundial da liberdade".

A Freedom House é uma ONG com sede em Washington DC e com escritórios em cerca de uma dúzia de países, fundada por Wendell Willkie, Eleanor Roosevelt, George Field, Dorothy Thompson e Herbert Bayard Swope, entre outros, em 1941.

Originalmente, ela foi promovida contra a ameaça ideológica do nazismo, mas atualmente se define como "uma voz em favor da democracia no mundo". EFE flp/jp

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