Fraude de US$ 600 milhões na bolsa de Londres envolve banco brasileiro

MADRI - A Polícia espanhola informou nesta quarta que prendeu seis pessoas suspeitas de uma fraude de mais de US$ 600 milhões na Bolsa de Valores de Londres, em investigação que envolve uma empresa de valor inventado para vender suas ações por preços altos e uma sociedade bancária brasileira, de nome não revelado.

EFE |

Quatro prisões foram feitas em Barcelona, uma em Madri e outra em Elche, no leste da Espanha.

Segundo a Polícia, através de complexas operações mercantis e falsificações, os suspeitos aumentaram o valor das ações em Bolsa de uma empresa sem depósitos que o aprovassem e, posteriormente, lucraram com a venda fraudulenta dos títulos.

As investigações foram iniciadas em 2005 pelo Escritório de Fraudes Graves (SFO, na sigla em inglês) do Reino Unido, segundo o qual a fraude começou em 2003.

Em outubro daquele ano, foi incluída no Mercado Alternativo de Investimentos do London Exchange Market uma sociedade que teve que suspender o comércio de suas ações dois anos depois.

A companhia divulgou a impossibilidade de verificar a existência ou seu direito a possuir depósitos bancários de 370 milhões de libras por duas entidades financeiras.

Quando começou sua atividade em Bolsa, a empresa disse ter ativos de US$ 290 milhões, representados quase totalmente por um acordo assinado com outra instituição mercantil.

Posteriormente, ela anunciou diversas operações financeiras, entre elas uma garantia, sob a forma de certificados de crédito internacionais, de uma sociedade bancária brasileira com a finalidade de aumentar o valor de suas ações.

Segundo as investigações, a entrada da empresa na bolsa, assim como a oferta pública de ações, foi conseguida por fraude, em diversos anúncios falsos, em veículos de imprensa especializados de Londres, para gerar interesse nos títulos da companhia.

Esses anúncios teriam sido planejados pelos principais suspeitos, que venderam depois as ações que possuíam em seus nomes.

Os seis registros da operação permitiram a localização e detenção, na Espanha, dos seis suspeitos de participar da fraude.

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