Fraudador russo diz que Governo foi seu cúmplice

Moscou, 2 abr (EFE).- O magnata russo Mikhail Khodorkovski, acusado de roubar petróleo de sua própria empresa Yukos e de lavar o dinheiro obtido com este suposto roubo, entre 1998 e 2003, disse hoje que, se é culpado, tem como cúmplices os ministérios de Defesa, Interior e Segurança, além da própria Procuradoria-Geral.

EFE |

Ao discursar hoje no segundo processo contra ele, por malversação de bens e recursos e operações financeiras ilegais, Khodorkovski pediu ao juiz que estude os contratos pelos quais a Yukos forneceu petróleo e derivados aos órgãos estatais russos.

"Segundo a lógica da acusação, se deduz que na lavagem desse petróleo roubado foram cúmplices os ministérios de Defesa e do Interior, o Serviço Federal de Guarda de Fronteiras e outros", declarou Khodorkovski, já condenado em 2005 por fraude fiscal e estelionato, segundo a agência de notícias "Interfax".

Ele acrescentou que, entre 1999 e 2002, a Yukos forneceu a esses órgãos estatais, "e à Promotoria", 15 milhões de toneladas de petróleo e que, por isso, eles devem ser considerados "grupos organizados envolvidos em roubo de petróleo e lavagem", ironizou.

No entanto, o juiz Victor Danilkin negou o pedido de estudar os contratos de venda de petróleo ao Governo. EFE se/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG