Fraudador pega 17 anos de prisão nos EUA por esquema de pirâmide

A Justiça americana condenou hoje a 17 anos de prisão o fraudador Andrés Leonel Pimstein, que comandou um milionário esquema de pirâmide oferecendo a investidores altos rendimentos por um suposto negócio de venda de artigos eletrônicos a uma empresa chilena.

EFE |

Pimstein, que se declarou culpado de 12 acusações em dezembro do ano passado, também foi condenado a três anos de liberdade vigiada e o juiz Adalberto Jordan determinará, em 12 de junho, quanto ele deve restituir às vítimas da fraude, informou a Procuradoria Federal do distrito sul da Flórida.

O fraudador arrecadou aproximadamente US$ 50,5 milhões de 146 "vítimas confirmadas" até o momento, que, somadas, perderam em torno de US$ 39,5 milhões.

Ele prometia aos investidores rendimentos anuais de 18% a 36% em um negócio de venda de artigos eletrônicos à empresa Ripley Corp.

S.A., uma rede de lojas do Chile.

Além disso, prometia dinheiro adicional a quem levasse outras pessoas para o negócio, que mantinha falsificando faturas e letras de câmbio com supostas compras e vendas de artigos eletrônicos.

Quando recebia novo capital, ele o usava para pagar os juros e capital daqueles investidores que queriam retirar seu dinheiro, enquanto aplicava a maior parte do dinheiro em despesas pessoais que incluíam o pagamento de seu crédito hipotecário e de um carro.

A fraude veio à tona em abril de 2008, quando Pimstein não conseguiu captar novos investimentos suficientes para distribuir aos investidores segundo o estabelecido e foi denunciado às autoridades, indicou a Procuradoria Federal.

O esquema descrito é semelhante ao de US$ 64,8 bilhões pelo qual Bernard Madoff responde atualmente.

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