ROMA - O bispo suíço Bernard Fellay, secretário-geral da Fraternidade São Pio X, pediu a seu colega britânico Richard Williamson que corrija as declarações em que nega as mortes de judeus nas câmaras de gás do regime nazista, as quais definiu como sem sentido.

Em um artigo publicado na edição on-line da revista alemã "Der Spiegel", Fellay afirmou que a fraternidade pede a seus membros que se limitem a ensinar a fé e a prática religiosa.     

Perguntado sobre a entrevista dada por Williamson a uma televisão sueca, na qual ele minimizou as mortes de judeus durante o Holocausto e disse que nenhum foi assassinado nas câmaras de gás, Fellay afirmou que a entidade não foi "suficientemente rígida".     

"Depois de ter visto a entrevista, pedi imediatamente a ele que corrigisse este absurdo", sustentou Fellay, acrescentando que "quanto antes o fizer, melhor será".

O bispo se referiu a Williamson como uma pessoa "instruída e culta", e indicou que a fraternidade não consegue explicar como o britânico pôde se expressar de tal modo.

As declarações do bispo, que foi readmitido pelo papa Bento XVI na Igreja Católica recentemente, desataram uma grande polêmica na Europa. Pressionado por líderes do continente, e sobretudo pela comunidade judaica, o Pontífice exigiu uma retratação pública do britânico. Pelo mesmo motivo, Williamson foi afastado de um seminário que dirigia em Buenos Aires.

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