Francesa pede desculpas por relatório sobre protestos no Irã

Teerã, 8 ago (EFE).- A francesa Clotilde Reiss, acusada pelo Irã de espionagem, admitiu hoje que enviou um relatório à embaixada da França em Teerã sobre os distúrbios registrados após as eleições no país, especificamente sobre os que ocorreram na cidade iraniana de Isfahan, assegurou a agência de notícias Irna.

EFE |

A fonte informou que a jovem, de 24 anos, confessou ter redigido um trabalho que enviou "ao responsável do Instituto de Pesquisas francês no Irã, subordinado ao serviço cultural da embaixada francesa", e pediu desculpas por isso.

Em comparecimento ao tribunal revolucionário que a julga pela participação nos protestos após a polêmica reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, a jovem também afirmou que só tomou parte nesses atos por "razões pessoais", segundo a "Irna".

"Aceito que foi um erro e peço perdão à nação iraniana e à corte.

Espero que me perdoem", acrescentou.

Reiss, professora de francês na universidade de Isfahan, foi detida em 1º de julho no aeroporto internacional de Teerã quando tentava sair do país.

Na audiência realizada hoje, a segunda desde que o julgamento começou, há uma semana, compareceu a cidadã iraniana Nazak Afshar, funcionária local da embaixada francesa na capital do Irã.

Segundo a "Irna", ela confessou que a delegação diplomata instruiu os funcionários a dar "cobertura aos manifestantes" se fosse necessário.

Além delas também compareceu no tribunal revolucionário iraniano, que julga mais de 100 pessoas acusadas de instigar e participar dos protestos, um empregado local da embaixada do Reino Unido em Teerã acusado de conspiração e espionagem. EFE jm/db

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