Francesa é condenada por assassinato de banqueiro Stern

Por Stephanie Nebehay GENEBRA (Reuters) - Uma francesa que confessou o assassinato do banqueiro Edouard Stern após os dois terem tido uma sessão de sexo sadomasoquista e discutido por 1 milhão de dólares foi condenada nesta quarta-feira por assassinato, e não por crime passional, de pena menor.

Reuters |

A juíza Alessandra Cambi anunciou o veredicto de um júri formado por seis mulheres e seis homens em Genebra. O julgamento durou uma semana e revelou detalhes sórdidos da relação entre a artista e Stern, um dos homens mais ricos da França.

Segundo a decisão do jurado, Cecile Brossard "agiu com certa determinação" na morte de seu namorado, ao limpar as evidências do crime e deixar o país, verificando sua conta bancária entre os voos.

"Seu desespero não foi perdoável", disse o júri, rejeitando pedidos dos advogados de Brossard para que considerassem a morte como crime passional, de pena mais branda.

Mais cedo na quarta-feira, a acusada, de 40 anos, se desculpou à família de Stern. "Não sou uma ladra", disse ela. "Sou uma mulher que continua loucamente apaixonada."

Stern, de 50 anos, foi encontrado morto em seu apartamento de luxo em Genebra em março de 2005. Cecile Brossard admitiu ter limpado a cena do crime e ter jogado a arma do crime no lago Genebra.

Stern, o 38o homem mais rico da França, tinha como amigos o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o político socialista Laurent Fabius. Ele era o aparente herdeiro do banco de investimentos Lazard Freres de seu sogro, Michel David-Weill.

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