Paris, 16 ago (EFE).- A cidadã francesa Clotilde Reiss, julgada no Irã por espionagem e por instigar as manifestações após as eleições presidenciais de junho, foi liberada hoje, anunciou o Palácio do Eliseu.

A Presidência da França afirmou que Clotilde, de 24 anos, está com "boa saúde" e "tem boa moral".

Clotilde, cujo julgamento terminou na quarta-feira, sairá da prisão de Evin rumo à Embaixada francesa em Teerã "à espera de seu retorno à França".

O ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, reconheceu que a França pagou uma fiança que "não é enorme, não é de vários bilhões de euros".

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, falou com ela por telefone e transmitiu "sua alegria" e seu "pleno apoio, assim como o dos franceses".

A jovem professora da Universidade de Ispahan enviou fotografias a seus amigos das manifestações depois da polêmica reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, no dia 12 de junho, segundo a diplomacia francesa.

Clotilde foi presa no dia 1º de julho no aeroporto Imam Khomeini, em Teerã, quando ia sair do Irã. A cidadã francesa foi acusada de participar e instigar os protestos e foi julgada com dois funcionários das embaixadas do Reino Unido e da França no Irã, acusados de participarem dos distúrbios. EFE jaf/pd

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