Um cientista francês do setor de computação alega que conseguiu calcular o valor do número pi até quase 2,7 trilhões de dígitos, 123 bilhões de dígitos a mais do que o recorde anterior. Fabrice Bellard diz ter usado um computador comum e precisado de 131 dias para completar o cálculo e checar o resultado.

Só armazenar esta nova versão do número pi é necessário mais de um terabyte de espaço no disco rígido.

O número pi, também conhecido pela letra grega Ï¿, é um raro exemplo de um número que nunca pode ser calculado com exatidão e, durante séculos, os matemáticos tentam chegar a uma representação mais precisa.

O recorde anterior foi estabelecido por Daisuke Takahashi, da Universidade de Tsukuba, no Japão. Em agosto de 2009 ele chegou a 2,6 trilhões de dígitos em apenas 29 horas. Mas, nesta ocasião, o pesquisador japonês usou um supercomputador 2 mil vezes mais rápido e muito mais caro que o computador comum de Bellard.

Circunferência e diâmetro
O pi é um número resultante da divisão da circunferência de um círculo qualquer pelo seu diâmetro e, em geral, é arredondado para 3,14159 ou simplesmente 3,14.

De acordo com Ivars Peterson, diretor de publicações da Associação Matemática dos Estados Unidos, o cálculo de Fabrice Bellard é apenas o último em uma grande busca pelo número pi mais longo.

"O próprio (Isaac) Newton trabalhou nos dígitos no pi e passou muito tempo usando uma das fórmulas que ele desenvolveu para conseguir mais alguns dígitos", disse Peterson à BBC.

Estes grande cálculos são parte de um ramo da matemática conhecido como aritmética de precisão arbitrária. E o próprio Fabrice Bellard admite que os cálculos deste tipo têm poucas aplicações práticas.

"A aritmética de precisão arbitrária com números enormes tem pouco uso na prática, mas alguns dos algoritmos envolvidos podem ser interessantes para outras coisas", afirmou.

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