França vai receber prisioneiro argelino de Guantánamo

A França concordou em receber o argelino Lakhdar Boumediene, preso em Guantánamo há sete anos e absolvido pela justiça federal americana em novembro, anunciaram nesta terça-feira diversas fontes em Washington.

AFP |

"A transferência pode acontecer nos dez próximos dias", declarou à AFP uma fonte próxima ao caso, que não quis ser identificada.

Detido com outros cinco argelinos no fim de 2001, quando vivia na Bósnia, foi um dos primeiros a ser transferidos para o centro de detenção de Guantánamo.

Boumediene está em greve da fome desde dezembro de 2006. Vem sendo alimentado à força duas vezes por dia desde então, mas está muito enfraquecido.

"Ele está amarrado a uma cadeira com uma máscara na boca. Um líquido enriquecido com proteínas é colocado em seu estômago através de um tubo introduzido no nariz", explicara em outubro passado um de seus advogados, Steve Oleskey.

"Uma das narinas cedeu, e eles utilizam só a outra. Às vezes, o tubo vai na direção do pulmão, e não do estômago. Isso é tortura", denunciara.

Totalmente absolvido por um juiz federal de Washington em novembro passado, ele será transferido, livre, para a França, onde tem família. Sua mulher e suas filhas, de seis e nove anos, poderão reencontrá-lo lá.

Em fevereiro, Oleskey contou que apesar da decisão do juiz de libertá-lo, Boumediene foi transferido em janeiro a um local da prisão conhecido por abrigar detentos problemáticos, onde foi maltratado.

Paralelamente, um alto funcionário americano, que não quis ser identificado, disse à AFP que os Estados Unidos pediram à Alemanha que receba alguns dos 17 chineses uigures que continuam presos em Guantánamo, apesar de terem sido totalmente absolvidos há anos.

dab/yw

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