França transferirá ao Brasil tecnologia do sistema eletrônico de seus caças

PARIS - O fabricante francês Dassault Aviation transferirá ao Brasil tecnologia sobre os sistemas eletrônicos de seus aviões Rafale, dentro do contrato para a venda destes aparelhos de combate pela França ao Brasil.

EFE |

PARIS - O fabricante francês Dassault Aviation transferirá ao Brasil tecnologia sobre os sistemas eletrônicos de seus aviões Rafale, dentro do contrato para a venda destes aparelhos de combate pela França ao Brasil.

Em entrevista publicada hoje pelo jornal "Le Monde", o presidente da Dassault Aviation, Charles Edelstenne, disse que não vão ceder os planos do Rafale aos brasileiros, que não precisam deles para construir aviões, algo que já sabem fazer.

Mas o que o Brasil quis com o acordo de aquisição dos caças é "adquirir conhecimentos nos 'sistemas' - ou seja, tudo o referente ao material eletrônico - para controlar a evolução de seu Rafale e fabricar seu avião de transporte militar" graças a essa tecnologia, disse Edelstenne.

O presidente da Dassault Aviation negou que vá fabricar seus aviões de combate no Brasil e contou que os brasileiros não tinham pedido isso, já que o que queriam, sobretudo, eram "transferência de tecnologia".

No entanto, admitiu que, a longo prazo, os Rafale comprados pelo Brasil acabarão sendo montados em fábricas de indústrias brasileiras.

Sobre o acordo dos Rafale, anunciado durante a visita na segunda-feira do presidente francês, Nicolas Sarkozy, a Brasília, Edelstenne disse que esta semana começarão as reuniões de trabalho para elaborar um contrato que deveria estar pronto em seis ou nove meses.

O presidente do fabricante de aviões ressaltou que "Nicolas Sarkozy que vendeu o Rafale (ao Brasil), não nós. O êxito corresponde às decisões políticas que tomou (uma aliança estratégica entre França e Brasil) e às relações de proximidade e de confiança que soube estabelecer com seu colega brasileiro", Luiz Inácio Lula da Silva.

O acordo franco-brasileiro estabelece que Brasília negociará com a Dassault para a aquisição de 36 aviões de combate Rafale, em uma licitação à qual também competiam a empresa sueca Saab e a americana Boeing.

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