França segue disposta a ajudar a libertar reféns das Farc

Paris, 25 jul (EFE) - A França segue disposta a ajudar a libertar os reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o que inclui a acolhida condicional de membros da guerrilha em território francês, indicou hoje o Ministério de Exteriores, ao anunciar a visita a Paris do chanceler colombiano, Jaime Bermúdez.

EFE |

O ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, manterá um almoço de trabalho com Bermúdez e com o titular de Comércio, Luis Guillermo Plata, na próxima terça-feira em Paris, disse o porta-voz de Exteriores francês, Eric Chevallier.

Ele destacou que Kouchner aproveitará a ocasião para "lembrar a disponibilidade da França para fornecer, se as autoridades colombianas desejarem, sua contribuição" aos esforços para a libertação dos reféns da guerrilha, em cujas mãos esteve a franco-colombiana Ingrid Betancourt por mais de seis anos.

Betancourt e outros 14 reféns das Farc foram libertados no dia 2 em uma operação do Exército colombiano.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, prometeu então perante Betancourt que a França seguirá os esforços a favor da libertação dos reféns da guerrilha.

Mas, depois da operação do dia 2, Bogotá declarou encerrado o trabalho dos emissários francês e suíço dos países "mediadores" - França, Espanha e Suíça -, que, durante anos, tentaram promover negociações entre o Governo e as Farc para um acordo humanitário que permitisse a libertação dos reféns.

O porta-voz de Exteriores francês se esforçou em negar divergências sobre esses e outros pontos, ao assegurar que "contra o que se pode ler ou ouvir, as relações entre Colômbia e França são excelentes".

Para provar isso, reiterou a "disponibilidade da França" em receber em seu território membros das Farc, segundo a oferta formulada repetidamente por Sarkozy a guerrilheiros que depusessem as armas e liberassem os seqüestrados.

Esta disponibilidade se mantém com uma dupla condição "evidente e muito clara", ressaltou o porta-voz: "Que seja em conformidade com a justiça colombiana" e que conte com "o pleno acordo" das autoridades colombianas.

Bermúdez explicou em Bogotá que um dos objetivos da viagem é buscar avanços nas negociações para um acordo de associação com a União Européia (UE), que está presidida pela França este semestre.

Por outra parte, o ministro de Defesa francês, Hervé Morin, fará uma visita à Colômbia entre 5 e 6 de agosto. EFE al/db

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