Por Patrick Markey BOGOTÁ (Reuters) - A França retomou na segunda-feira as tentativas de libertar reféns da guerrilha colombiana Farc, semanas depois de o grupo armado rejeitar o envio de uma missão humanitária para dar atendimento médico à franco-colombiana Ingrid Betancourt, há seis anos no cativeiro.

O chanceler Bernard Kouchner chegou a Bogotá para a primeira etapa de uma visita que inclui também Equador e Venezuela.

Ele deve tratar da tensão diplomática entre os dois países sul-americanos, provocada por uma ação militar colombiana em março contra o território do Equador, que resultou na morte de um líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

O comando das Farc parece ter endurecido suas posições desde então, tornando ainda mais difícil um acordo para a troca de 40 reféns por guerrilheiros presos. Antes do incidente, a guerrilha havia soltado seis reféns, sob mediação da Venezuela.

'A mensagem é muito simples, que vamos continuar trabalhando para encontrar uma forma de libertar os reféns', disse o embaixador francês em Bogotá, Jean-Michel Marlaud, à rádio Caracol. 'As tensões entre os três países estão complicando os esforços para libertar os reféns', acrescentou.

A retomada da iniciativa francesa traz algum alento aos parentes dos reféns, alguns deles há mais de dez anos em cativeiro na selva. 'Tomara que seja o último aniversário que ele passa no cativeiro', disse Marta Arango de Lizcano, mulher do ex-parlamentar Oscar Lizcano, que na segunda-feira completou mais um ano de vida --dos quais oito como refém.

Mensagens enviadas por reféns dão conta de que Betancourt, seqüestrada em 2002 quando era candidata a presidente, está gravemente doente e vive acorrentada porque já tentou fugir.

A França chegou a mobilizar neste mês um avião-hospital para atender Betancourt na selva colombiana, mas na última hora as Farc impediram.

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