França retira bombas de fragmentação de seu arsenal

A França anunciou oficialmente nesta sexta-feira a retirada imediata de mais de 90% das bombas de fragmentação de seu arsenal, no momento em que uma conferência internacional propõe a erradicação deste tipo de armamento.

AFP |

"A França decidiu, para contribuir com a proposta já lançada e antes de conhecer o texto definitivo do tratado, retirar imediatamente do serviço operacional os foguetes M26", disse o ministro das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, quando 109 países discutem em Dublin um acordo de proibição das bombas de fragmentação.

"Esta arma (M26) representa mais de 90% de nossas reservas de bombas de fragmentação".

Paris não emprega este tipo de bomba há 17 anos e sua atitude "demonstra que é possível conciliar os imperativos humanitários à defesa".

"A França defende em Dublin uma posição sem ambigüidade: a proibição de todas as armas de fragmentação definidas como inaceitáveis por seus danos humanitários", destaca o texto, também firmado pelo ministro francês da Defesa, Hervé Morin.

Os grandes países produtores de bombas de fragmentação, como Estados Unidos, China, Rússia, Índia, Paquistão e Israel, não participam da conferência de Dublin.

abm/LR

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