França renuncia a exame de DNA como critério para reagrupamento familiar

Paris, 14 set (EFE).- O ministro da Imigração francês, Eric Besson, anunciou hoje que renuncia a uma disposição legislativa que prevê a realização de exames de DNA para provar vínculos genéticos que permitam a entrada na França pelo reagrupamento familiar.

EFE |

Besson disse, em entrevista à emissora de rádio "France Info", que não assinará o decreto de aplicação dessa disposição, porque há tantas restrições para sua utilização que não é aplicável.

"Não se trata de uma marcha à ré", disse o ministro, ao se referir a este ponto da lei sobre o controle da imigração aprovada pelo Parlamento em 2007, que inclui - como emenda do partido governamental UMP - o recurso ao DNA, um dos aspectos que foram mais questionados.

Também indicou que, além da questão formal de que as disposições do texto legislativo não poderiam ter sido iniciadas antes do fim do ano, o uso desses exames genéticos é "totalmente desproporcional".

Desde sua nomeação, em janeiro, Besson - que tinha substituído no cargo Brice Hortefeux, atual ministro do Interior e promotor da lei sobre a imigração -, tinha se mostrado reticente a impor aos que quiserem se beneficiar do reagrupamento familiar na França o critério de um vínculo genético através do exame de DNA. EFE ac/an

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