França recomenda que cidadãos deixem Costa do Marfim

País africano é residência de 14 mil franceses; Nações Unidas denunciam violações dos direitos humanos depois das eleições

AFP |

A França recomendou nesta sexta-feira a saída das famílias francesas com filhos residentes na Costa do Marfim, até que a situação esteja normalizada naquele país.

Também anunciou o adiamento da volta às aulas nas escolas francesas do país, que começariam no dia 5 de janeiro, por causa da crise política vivida por Abidjan, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

No total, 14 mil cidadãos franceses, entre eles a metade com dupla nacionalidade, vivem na Costa do Marfim, país imerso na violência pós-eleitoral, que fez 179 mortos desde meados de dezembro.

Várias pessoas já deixaram o país depois dos confrontos entre partidários do presidente em final de mandato Laurent Gbagbo e seu adversário no segundo turno da eleição presidencial, Alassane Ouattara.

Violação

Também nesta sexta-feira, especialistas da ONU denunciaram violações dos direitos humanos, após as eleições presidenciais do final de novembro, e advertiram que a violência pode resultar em "crimes contra a humanidade".

Segundo os especialistas, os desaparecimentos forçados de pessoas, as detenções arbitrárias e execuções extrajudiciais, sumárias e arbitrárias, assim como atos de violência sexual podem ter acontecido ou ainda se produzir na Costa do Marfim", denunciam.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU já havia adotado na quinta-feira passada, ao final de uma sessão especial sobre a Costa do Marfim, uma resolução denunciando as "atrocidades" cometidas após as eleições de novembro.

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