França recomenda doentes com gripe a procurar seu médico, não hospitais

Paris, 22 jul (EFE).- O aumento dos casos de gripe suína na França, que mostra o início de uma circulação ativa do vírus, fez as autoridades decidirem a mudar a gestão dos doentes, que, a partir de amanhã, devem ir a seu médico, e não aos hospitais ou emergências.

EFE |

A Presidência francesa, em comunicado publicado hoje ao final do Conselho de Ministros, afirmou que "os pacientes que apresentarem sintomas de gripe deverão procurar prioritariamente seu médico pessoal", e o recurso ao serviço que centralizava agora os tratamentos "fica reservado às emergências médicas".

O Governo insistiu em que "a prescrição de remédios antivirais não deve ser sistemática", e a ministra da Saúde francesa, Roselyne Bachelot, afirmou que não há nenhuma razão para monopolizar produtos, porque haverá suficientes para os que precisarem.

A esse respeito, o Executivo enfatizou que as reservas de remédios serão distribuídas em todo o território, para que sejam acessíveis aos profissionais de saúde e aos pacientes.

"O objetivo do Governo é propor ao conjunto da população francesa que quiser uma vacinação contra o vírus A (H1N1)", disse, e, para isso, foram encomendados 94 milhões de doses a três laboratórios farmacêuticos: GSK, Sanofi-Pasteur e Novartis.

A campanha de vacinação começará em outubro, quando começarem a chegar as primeiras doses, o que coloca a dúvida de se será tarde demais para evitar um contágio em massa no fim do verão (hemisfério norte).

Até hoje, os serviços de saúde franceses tinham contabilizado 494 casos confirmados de gripe, além de 180 prováveis.

Como apareceram pessoas que tinham contraído a doença sem viajar para países onde a epidemia está estendida ou sem ter estado em contato com viajantes procedentes desses lugares, os especialistas consideram que houve "o início de uma fase de circulação ativa".

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE ac/an

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