França recebe presidente da Síria em parada do Dia da Bastilha

Por François Murphy PARIS (Reuters) - O presidente da Síria, Bashar al-Assad, assistiu como convidado de honra à parada militar do Dia da Bastilha, realizada na segunda-feira, na França, gerando um pequeno protesto, o que se somou ao clima algo tenso verificado devido a um plano de demissões para as Forças Armadas.

Reuters |

Assad, que tenta reabilitar-se com o Ocidente, ficou ao lado de vários outros líderes na região central de Paris, para a revista anual das tropas, que ocorreu depois do lançamento no domingo, pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, do projeto União Mediterrânea.

Mas a presença dele no local deixou indignados veteranos do Exército, para os quais a Síria teve participação no massacre de soldados franceses no Líbano, em 1983. O presidente sírio também se viu criticado por grupos de defesa dos direitos humanos.

A entidade Repórteres Sem Fronteira (RSF) disse que oito de seus ativistas haviam sido detidos perto do local da parada ao protestarem contra Assad, postado na primeira fila do palanque das autoridades.

'Infelizmente, o motivo para essas detenções é bastante claro. Eles queriam evitar qualquer tipo de problema', afirmou Benoit Hervieu, porta-voz do RSF, acrescentando que os policiais entraram em ação quando um grupo desfraldou uma faixa acusando Assad de ser um 'predador'.

Houve especulações ainda sobre a possibilidade de soldados que participavam da parada manifestarem-se contra Assad e contra um plano de reforma das Forças Armadas por meio do qual um quarto do corpo de servidores dos órgãos militares seria demitido. Mas a parada transcorreu conforme o previsto.

(Reportagem adicional de Crispian Balmer)

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