França quer julgar piratas capturados na Somália

Paris, 14 abr (EFE) - A França quer julgar em seu território os seis piratas capturados na última sexta na Somália após a libertação dos 30 tripulantes do veleiro francês de luxo Ponant, que aconteceu depois do pagamento de um resgate milionário. Fontes oficiais informaram à Agência Efe que há reuniões sendo realizadas entre os Ministérios da Justiça e de Relações Exteriores para tratar dos aspectos jurídicos que permitam que os piratas sejam julgados na França. Vinte e dois dos 30 reféns libertados são franceses e, por esta razão, a França considera que ela deve julgar os piratas. Os ex-reféns, pelo menos os franceses, são esperados ainda hoje em Paris, enquanto ainda não foi divulgada a data em que os piratas podem chegar ao país. Além dos 22 franceses, a tripulação do veleiro era formada por seis filipinos, um camaronês e uma ucraniana. O palácio Eliseu informou que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, receberá os ex-reféns hoje no aeroporto parisiense de Orly. O Ponant, que não levava passageiros a bordo, foi capturado por piratas no Golfo de Áden no dia 4 de abril e, dois dias depois, ancorou na Somália seguido por navios da Marinha francesa, que tinham o sinal verde do Governo local para entrar em suas águas territoriais. Na última sexta, os tripulantes foram libertados após o pagamento de um resgate pelo armador do veleiro. Posteriormente, militares franceses localizaram, já em terra, seis dos piratas e recuperaram uma parte do resgate...

EFE |

O comandante do Ponant, Patrick Marchesseau, contou hoje para imprensa detalhes da abordagem pelos piratas, que, segundo ele, eram aproximadamente 30.

O capitão também revelou que encontrou uma fórmula para poder comunicar-se com o exterior sem que as piratas se dessem conta.

Os seis piratas capturados estão detidos a bordo de um navio da Marinha francesa. EFE ao/rr/fal

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