França promete novos esforços para libertar Ingrid Betancourt

PARIS - O ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, disse nesta quarta-feira que a França continuará os esforços de uma forma ou de outra para libertar a refém franco-colombiana Ingrid Betancourt. Ontem, a cúpula das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) rejeitou libertar unilateralmente mais reféns. A ex-candidata à presidência do país latino-americano é refém da guerrilha há seis anos.

EFE |

"As Farc rejeitaram. Portanto o avião vai voltar. O que conta é que vamos continuar, de uma forma ou outra. É preciso encontrá-la", disse Kouchner à imprensa, ao final do Conselho de Ministros semanal.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira, a direção das Farc disse que a missão médica não foi coordenada previamente e era o resultado da "má fé" do presidente colombiano, Alvaro Uribe, em relação ao governo francês.

As autoridades francesas anunciaram ontem à noite que a missão enviada à Colômbia com um avião saíra do país e que Kouchner viajará à região para "reavaliar a situação" com os dirigentes dos países mais envolvidos.

"Sem o acordo das Farc para esta missão muito precisa", que estava relacionada à "urgência da situação humana e médica" da franco-colombiana Ingrid Betancourt, não há "neste momento nenhuma possibilidade para esta missão", disse hoje o ministro.

"É preciso ter isso em conta, mas isso não significa que desistimos. Ao contrário, estamos obstinados", completou Kouchner. Ele ainda afirmou que  irá à região para tentar relançar os esforços em uma nova missão. "A próxima será, sem dúvida, diferente".

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