França promete dobrar ajuda alimentar a países pobres

A França vai dobrar, já a partir deste ano, o montante de sua ajuda alimentar para os países pobres, que passará a ser de US$ 100 milhões, com o objetivo de combater a crise mundial causada pelo aumento dos preços dos alimentos, anunciou nesta sexta-feira o presidente francês, Nicolas Sarkozy. É necessário agir com urgência para reforçar a segurança alimentar em um momento em que 37 países enfrentam crises alimentares gravíssimas, disse Sarkozy.

BBC Brasil |

"Não podemos ficar indiferentes em relação à revolta dos que estão passando fome", acrescentou o presidente francês.

Para Sarkozy, a crise atual "pede respostas imediatas, mas também uma estratégia ambiciosa para a agricultura".

O presidente da França propôs a criação de uma "parceria mundial para a alimentação e a agricultura", que prevê ações coordenadas entre governos, instituições internacionais, o setor privado e ONGs.

Reunião
O anúncio de que a França vai dobrar sua ajuda alimentar foi feito em um encontro em Paris que reuniu as 16 maiores economias mundiais, incluindo o Brasil, para discutir o aquecimento global.

Esses países também representam os maiores poluidores do planeta, que concentram 80% das emissões de gases com efeito estufa.

"A luta para a defesa do clima deve ir de encontro à luta contra a pobreza e a fome", disse Sarkozy, que ressaltou o impacto das mudanças climáticas sobre a crise alimentar internacional.

"Há uma urgência, e isso deve levar cada um de nós a deixar de lado suas posições defensivas", afirmou Sarkozy, reiterando a necessidade de que um acordo sobre as mudanças climáticas seja firmado em 2009.

A data de um acordo internacional para limitar as emissões de gases que provocam o efeito estufa foi fixada na conferência sobre o clima em Bali, em dezembro passado.

O encontro das 16 maiores economias mundiais (MEM, na sigla em inglês), um fórum informal que reúne os maiores poluidores globais, foi lançado no ano passado pelos Estados Unidos para discutir as mudanças climáticas.

Organizações ambientais, como Greenpeace e WWF, esperavam, no entanto, uma reação mais enérgica de Sarkozy no encontro em Paris.

Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, George Bush, declarou que seu país prevê limitar suas emissões de gases que provocam o efeito estufa em 2025, enquanto a Europa, nesse mesmo período, prevê reduzir de 20% a 30% suas emissões de CO2.

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