França prepara aviões com ajuda a Mianmar

Paris, 8 mai (EFE) - O Governo francês informou hoje que preparou o envio de aviões com ajuda humanitária para os afetados pelo ciclone de Mianmar e espera as autorizações e as garantias das autoridades desse país, às quais pediu que levantem todas as restrições.

EFE |

O ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, reiterou "solenemente" em comunicado seu apelo ao regime birmanês para que "levante todas as restrições ao livre envio da ajuda pelos canais mais eficazes", pois "os organismos especializados das Nações Unidas e as ONG devem poder ter imediatamente acesso às vítimas".

"Fazer frente aos sofrimentos humanos, estejam onde estiverem, é o sentido da 'responsabilidade de proteger' aceita pela comunidade internacional e iniciada pela França", ressaltou Kouchner.

O ministro, que estimou que o ciclone causou "sem dúvida mais de cem mil mortos e mais de um milhão de deslocados" em Mianmar, fez um repasse das ações empreendidas por seu país.

Sobre a preparação dos aviões, indicou que um primeiro aparelho com material da Cruz Vermelha e de Ação contra a Fome poderia decolar "muito rapidamente", assim que as autoridades birmanesas dêem as autorizações de pouso e as garantias necessárias para a recepção e a distribuição "imparcial" desta ajuda.

Paralelamente, o Ministério da Defesa colocou à disposição os navios que tem na região e que deviam participar de manobras com os exércitos indiano e britânico.

O Governo francês aumentou de 200 mil euros para dois milhões de euros a verba destinada em particular às ONG francesas que já estiverem presentes em Mianmar.

Também apóia as ações das organizações perante as autoridades desse país "para facilitar seu acesso às vítimas", seja na questão de concessão de vistos ou na possibilidade de enviar meios de primeira necessidade.

O Executivo francês também iniciou "uma célula de crise" para coordenar sua ação.

Os serviços da embaixada da França em Mianmar tinham advertido os membros da comunidade francesa da chegada do ciclone, o que contribuiu para que não seja necessário lamentar "qualquer perda".

EFE ac/db

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