França prende amigo, gerente e ex-advogado de herdeira de L'Oréal

Justiça francesa abre investigação preliminar sobre denúncia de que líder francês recebeu dinheiro da herdeira da L'Oreal

AFP |

A polícia francesa prendeu nesta quinta-feira François Banier, amigo da multimilionária herdeira de L'Oréal, Liliane Bettencourt, assim como o gerente de sua fortuna, Patrice de Maistre, e seu antigo advogado Frabrice Goguel. Os três foram detidos depois de serem interrogados em Paris, segundo informa o jornal "Le Monde" em seu site.

Por enquanto, não se sabe quais as razões destas detenções, que podem prolongar-se por 48 horas, embora a investigação aberta sobre o "caso Bettancourt" seja de evasão fiscal, lavagem de dinheiro e suposto financiamento ilegal do partido do atual presidente Nicolas Sarkozy.

O escândalo, - que atingiu o ministro do Trabalho, Eric Woerth e o partido de Nicolas Sarkozy , a governamental União por um Movimento Popular (UMP) -, saltou à luz quando a única filha da herdeira do grupo francês de cosméticos recorreu aos tribunais para pedir a tutela de sua mãe, argumentando que ela não estaria em condições de gerir sua fortuna.

A herdeira também denunciou o amigo de sua mãe, o pintor François Banier, por considerar que ele se aproveitou da fragilidade da idosa para ganhar dela um presente de 1 bilhão de euros (US$ 1,2 bilhão).

Liliane Bettencourt, de 87 anos, é a mulher mais rica da França e tem uma das maiores fortunas do mundo, avaliada em 17 bilhões de euros (US$ 21 bilhões).

Sarkozy nega acusação

O presidente francês Nicolas Sarkozy classificou na última semana de " calúnias com o objetivo de difamar " as acusações de que sua campanha presidencial de 2007 recebeu financiamento ilegal da herdeira do grupo L'Oréal por meio de Woerth.

O presidente francês lamentou que atualmente "haja mais interesse pela pessoa que cria um escândalo do que pela pessoa que cura, que trabalha ou que constrói".

O ministro do Trabalho também negou terminantemente ter recebido dinheiro ilegal de Bettencourt e rejeitou renunciar. "Nunca recebi no plano político o mínimo euro que não fosse legal", afirmou Woerth na última semana.

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