França pouco otimista sobre encontrar as caixas-pretas

O Escritório de Investigação e Análise (BEA) francês, responsável pela investigação sobre o desaparecimento do Airbus 330 da Air France com 228 pessoas a bordo, informou nesta quarta-feira que não está muito otimista sobre a possibilidade de encontrar as caixas-pretas.

AFP |

"Não podemos excluir a possibilidade de que nunca encontremos os registros", declarou o director do BEA, Paul Louis Arslanian, durante uma entrevista coletiva.

Ele também recordou que os registros de voo, ou caixas-pretas, com certeza estão em um local profundo e montanhoso, no fundo do Oceano Atlântico.

"Não é a única ferramenta", completou, ao explicar que em casos anteriores "já se trabalhou sem os registros de voo".

No entanto, admitiu que as caixas-pretas são um meio precioso para as investigações".

"Se forem encontradas e estiverem em bom estado, permitiriam a obtenção de muitas informações e, provavelmentem ir muito mais longe", completou Arslanian.

Chamadas de caixas-pretas, as peças que registram os dados do voo são na verdade de cor laranja e se encontram a bordo de todos os aviões civis. Elas contêm informações sobre a trajetória, a velocidade, a altura do voo e também as conversas na cabine do piloto.

Mais cedo, o BEA afirmou que nenhum elemento leva a pensar que o avião tinha um problema antes da decolagem do Rio de Janeiro.

O BEA informou que espera publicar um primeiro relatório até o fim de junho.

O Airbus 330 da Air France que voava entre o Rio de Janeiro e Paris desapareceu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo, em um acidente cujas causas são desconhecidas.

clp-sj/fp

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