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França pede retirada rápida da Rússia do eixo Poti-Senaki

Paris, 25 ago (EFE).- A França insistiu hoje na necessidade de uma retirada rápida dos militares russos do eixo georgiano Poti-Senaki, na zona adjacente à região separatista da Abkházia, e reiterou seu respeito à integridade territorial da Geórgia.

EFE |

"A presença militar russa em Poti não está prevista no acordo de cessar-fogo, de seis pontos, assinado por Rússia e Geórgia", afirmou o porta-voz adjunto do Ministério de Exteriores da França, Frederic Desagneaux.

Ele indicou que os controles de navios que as forças russas indicaram que planejam efetuar em Poti também não estão previstos pelo acordo.

"O porto de Poti é fundamental para o bom funcionamento normal da economia georgiana", disse o porta-voz.

Ele insistiu na necessidade de que a Rússia respeite o ponto 5 do acordo, relativo às "medidas adicionais de segurança" na região.

Essas medidas, segundo Paris, que intermediou o acordo de cessar-fogo no último dia 12, só devem ser aplicadas em forma de patrulhas em uma zona reduzida nas proximidades imediatas da Ossétia do Sul, até o estabelecimento de um mecanismo internacional.

"É urgente iniciar esse mecanismo sob a égide da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (Osce), com a participação da União Européia (UE)", disse o porta-voz francês.

A entrada em vigor desse mecanismo será um dos temas da agenda da cúpula extraordinária dos líderes da UE convocada para a próxima segunda-feira pelo presidente francês e da UE, Nicolas Sarkozy, para tratar da crise.

Perguntado sobre o pedido do Parlamento da Rússia ao presidente do país, Dmitri Medvedev, para que reconheça as independências das regiões separatistas georgianas da Abkházia e da Ossétia do Sul, o porta-voz lembrou o "apego" da França "à independência, integridade territorial e soberania da Geórgia, dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas".

Ele pediu ainda uma "solução política para os conflitos na Geórgia".

O porta-voz expressou ainda a preocupação da França com as informações de "saques, destruições de casas e intimidações contra certas povoações" em Tskhinvali e Ajalgori (Ossétia do Sul).

"A França pede a todas as partes que respeitem o direito humanitário internacional e os direitos humanos, e garantam a proteção das povoações civis", assinalou. EFE al/gs

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