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França pede libertação imediata de francesa no Irã

Paris, 8 ago (EFE).- O Governo francês pediu hoje a libertação imediata de Clotilde Reiss, a jovem professora francesa processada em Teerã pelos protestos registrados após a polêmica reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

EFE |

"A França renova sua demanda de libertação imediata da jovem universitária", porque "as acusações que pesam contra ela não têm qualquer fundamento", ressalta o Ministério de Exteriores francês, em comunicado divulgado hoje.

Além de Reiss, Paris solicita também a libertação de Nazak Afshar, funcionária na Embaixada da França em Teerã e processada, segundo a mesma nota, por acusações "inexistentes".

O Executivo francês expressa também seu protesto contra as condições do processo judicial que envolveu as duas mulheres, porque a embaixada francesa não foi informada previamente nem autorizada a assistir à audiência, acrescenta o comunicado.

"Lamentamos também que Clotilde Reiss e a senhora Afshar não tenham sido assistidas por um advogado", afirma o Ministério de Exteriores francês, antes de concluir, indicando que a França está em contato com seus parceiros europeus "para examinar a atitude a ser adotada" perante esta situação.

O protesto da França ocorre após a realização hoje da segunda audiência do julgamento contra mais de 100 pessoas acusadas de instigar e participar dos protestos ocorridos após as eleições iranianas.

Sob essas acusações, Reiss, professora de francês na Universidade de Isfahan, foi detida em 1º de julho no aeroporto internacional de Teerã quando viajaria ao país.

Também declarou hoje Hussein Rassam, contratado local da embaixada do Reino Unido, que é acusado de conspiração e espionagem.

EFE pi/an

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